Palavras novas e velhas

segunda-feira, 13 de julho de 2009

A ciência nom é neutra porque os homes nom o som tampouco



Rooíbos


Na África do Sul medra um raiz conhecida como rooíbos, que popularizárom desde 1904 em Ocidente. O primeiro ocidental que descobriu aquela infusom era um comerciante russo, que viu como um grupo de nativos elaborava com as folhas e o talo dum arbusto umha brebage mui apreciada por aqueles habitantes das montanhas de Cedar. O russo arriscou-se a provar aquela bebida e aginha ficou fascinado polo seu aroma e o seu lene sabor, que rem envejava ao té que contribuira ao expólio do mundo para que os ricos e pobres da Inglaterra nom perderam o privilégio de disfrutar dumha cup of tea. Aí os operários ingleses eram uns previlegiados, e queriam seguí-lo sendo por muita escravatura que houvera no mundo dos seus irmaos.

Nacionalistas

Os espanhóis dim que os nacionalistas, eles nunca o som nem o fôrom -porque sempre som os diferentes os maos e ruins-, o som porque nom viajam e pensam que o melhor é o deles. Mas, segundo os espanhóis, os galegos, os estremenhos, os murcianos, os madrilenos e os bascos somos todos iguais. Ainda os franceses e os alemáns. Que maravilha! Porém, um que vê os feitos e ouve as palavras pergunta-se: quando Colombo chegou a América após tam longa viaje, adoptou as costumes locais? O emigrante que viaja desde Senegal até Canárias é acolhido coma um mais entre os canários coma se for o turista inglês que chega a Gran Canária em British Airlines?




A liberdade lingüística

Os defensores da comunicaçom universal, que dim que as línguas som para que se entenda a gente e que a liberdade de eleiçom é primordial, som livres quando nascem de escolher a língua que querem falar? Som livres as crianças da Índia de trabalhar fabricando tijolos? Som livres as nenas tailandesas penetradas polos papéis numerados de Ocidentais sem remorsos? Eram livres as crianças galegas de ser inoculadas durante séculos no auto-ódio a sua cultura, enquanto florecia em Portugal? Eram livres os índios, os nativos do Brasil de receber o instrumento de progresso que era a língua galega? Era-no quiçais os quéchuas que ainda conservam a sua ancestral fala após anos de barbárie imperialista castelhana primeiro e logo criolha? A comunicaçom universal, quantas menos línguas e culturas melhor, melhor será o mundo. O mundo dos poderosos que através da sua caixa de resonáncia, a tele, Internet, etc., inventam a história, a visom do mundo, a linguage e, em definitiva desenham um pensamento único: o nom-pensamento.
Humbolt achava que as línguas forneciam as pessoas dumha maneira de ver o mundo, por isso cumpria conservá-las... eu discrepo. As línguas europeias dam umha maneira atroz de ver o mundo e quiçais fora melhor abandoná-las. Calvet no seu livro Lingüística e colonialismo ou David Crystal em A morte das línguas afundam no ecolingüismo e demonstram com o pensamento o que as FAES e Rosa Díez negam com a barbárie. Para estes todos devemos latir coma os cans do mesmo jeito e, para bem ser, ir da sua correia progressista. O progresso dalgúns é umha carreira a nengumha parte.





A Terra é umha chaira, Ocidente umha montanha

Um monge polaco, com nome Copérnico, ousou pensar e dizer que a Terra era redonda muito antes de que Magalhanes e Sebastián deram a volta ao mundo. Galileo Galilei safou-se das lapas e da labareda do bom-pensamento e da verdadeira fé renegando desse mesmo postulado: "eppure si muove" deixou-nos a história escrito. Quando por fim o mundo dos bem-pensantes aceitou aquilo lançamo-nos desesperados desde a Ocidente a que Terra fora redonda, si, mas que estivera redondamente ao nosso serviço. Já Fernao Mendes Pinto se decatara de que a cultura dos chineses era bem superior em muitos aspeitos a dos conquistadores portugueses, que violavam, saqueiavam e matavam in nomine dei. El já intuira tamém vendo aos homes que a terra era redonda, e assi o deixou escrito na sua Perigrinaçao. Mas, em Ocidente, a Terra seguiu sendo chá e Europa a meseta, o Olimpo, desde onde os deuses vem o mundo, e as formiguinhas pretas que alô no Sul buscam entre o lixo um copo de auga e um prato de arroz... eles tampouco sabem que a Terra é redonda.




Maçás para os alienados

Um tal Newton elaborou a teoria da gravitaçom universal quando umha maçá lhe caiu na cabeça, segundo nos conta essa história que elaboram os poderosos para crianças-velhas. Anos despois Marx elaborou essa mesma teoria da gravitaçom universal, mas nom no eido da física, mas do social, e daí nasceu o concepçom da história como umha luita de classes. É umha mágoa que no mundo nom haja maças suficientes para bater nas cabeças de todos os operários e explorados.




Umha raça mui falsa

Darwin na sua viage descubriu as ilhas Galápagos e acabou por confirmar a sua teoria evolutiva das espécies. O génio foi ridiculizado pola avançada sociedade europeia, e faziam troça del caricaturizando com a face dum mono. Ainda hoje nos avançadíssimos EUA seguem os criacionistas a dizer que Darwin era um tolo.
No entanto, alguns compatriotas de Darwin vírom que aquilo levava sentido e aginha o aplicárom aos seus santos e nobres interesses. O branco era superior porque se adaptara melhor ao meior e, portanto, confirmava-se aquilo de que devia levar os evangelhos e a civilizaçom polo mundo. Hoje abominam de Hitler os que logo com a boca fechada dim que os pretos , os romaneses ou os sudacas venhem roubar-nos o trabalho. Di-no tamém galegos, os que iam fazer turismo no XIX e no XX por América e Europa.



O fim da história

Os neoliberais, criárom a um Fukuyama que anunciava o fim da história após a queda do sistema soviético. Acabariam-se as guerras, a fame no mundo... todo seria um remanso de paz e a harmonia e os livros de história seriam enchidos por paisages com flores e múltiplas cores debujadas por crianças... Infelizmente, as crianças de hoje levam fusís para combater forçados na defesa dos interesses das multinacionais, enquanto as crianças brancas, árias e boas debujam a papai com o pelo teso ao carom dumha mamai mui pequena e encrencada... e de fundo umha fábrica bota um fumo mui preto e umha adolescente olha-se gordíssima no espelho da anoréxia, enquando um deserdado do mundo caminha namais com a pele e os ossos baixo um sol de injustiça humana.

Eu pergunto-me se, efectivamente, nom estaremos preto do fim da história, da história da misérrima raça humana. E umha velha tartaruga assente pensativa com a testa, testemunha de séculos de tolicie bípeda.



3 comentários:

nano disse...

a verdade é que eu creo que a fin da historia esta preto e isto ten que rebentar o sistema prefrabricado e capitalista se acaba, é o principio dunha fin

manel vazquez disse...

boas meu
falabades no foro sobre a maquetación da revista, se poñerlle este ou outro nome.
o alemparte fora un espacio de informacion e debate. moitas ideas se conxuraran durante a súa vida, mais dende o principio o alemparte sería imposible se non garantizara a libertade. no alemparte conxugáronse as xeracións, daquela iniciábase aquel fenómeno mediático que se deu en chamar chantada nova e que deu impresión nunhas municipais, eran aqueles os tempos do inicio. recordo que para decidirlle o nome se organizara unha xuntanza no celanova. por alí caeran xente coma o rubén eyré, o pepe do pacio, o xosé manuel de taboada, o anxo moure, o miguel roig, e eu mesmo que daquela era un neno. despois todo fora mutando e agraciadamente foi entrando máis xente e chegaron intres nos que o futuro da revista (economicamente falando) se vía moi negro, pola outra banda o debate e a información eran cada vez máis intensos, fáloche así de memoria de xente que impulsou os últimos números, xoan carlos enriquez (charli), xosé manuel de taboada, david vázquez, o gatito, manuel meixide e tino con algunhas colaboracións, xose m. eyré, primi lareu, roberto novo, moncho failde, outra xeración que debatemos continuamos e démoslle fin ó alemparte.
por certo xa que falades de maquetación, os últimos números fixéraos o killo de camporramiro ou dos rastreros, como queiras. vós tedes que tirar, podedes ter presente a historia se queredes pero sen que vos condicione máis do preciso, vós tedes que armar o futuro e eu pola miña parte tratarei de axudar no que me pidades.
e agora corto que pola purreira xa non pasan as ondas a esta hora.

Anónimo disse...

O fim da história... dim os evangeos que primeiro virá o rapto e logo a batalha final.. quem sabe se essa batalha final nom está a livrar-se já e q no seu fim daremo-nos conta daquelo que dizia o chefe seattle que nós pertenzemos a terra e nom a terra a nós. Desso devemos dar-nos conta os seres humanos pois somos os únicos habitantes deste planeta que pareze que aínda nom nos decatamos.

NÓS SOS!