Maio 2009
O BNG presenta unha sensatísima e mesuradísima iniciativa paralamentaria para que a normativa oficial transitoriamente vixente hoxe non coarte a creatividade literária dos escritores galegos, nom discrimine a distribución de fundos públicos legalmente destinados a promover o arrequecemento da cultura literária galega, non conculque o pluralismo constitucional na seara da criación do idioma, non se empregue como arma represiva precisamente contra quen respetan a tradición científico-cultural do nacionalismo galego dende os Precursores, ou sexa, a tese de que o galego forma parte do tronco lingüístico galego-portugués, cousa que polo demáis aínda non se atreveu a negar no plano teórico ningún gramático “normativizado”, por moi hipócrita ou tartufo que il sexa – e hainos a esgalla- anque na prática teimen tan obsesiva coma inutilmente en sustituir ese paradigma por un fetiche galego-español.
(...) Glotofaxia, cuestión de bandullo ao cabo. Mesa servida. Agás para os novoneyras, grandes e pequenos, deste país. Os que crían e crecían idioma, fala e escrita; os “desclasados”. O resto é miseria. Ou sexa: o resto dáme noxo. José Manuel Beiras (18-4-1990), «Hanalfabetos, II» em La Voz de Galicia.
Acto 1: a demo-craCIA
Nisto da língua e a história das palavras nada é o que parece e todo dá mais voltas que essa grande nória que preenche nas festas da Ascensom a Alameda compostelana, ou as suas imediaçons mais bem. Essa Alameda que o 17 de Maio ergueu algo mais ca a voz, a dignidade ferida dum povo, para exigir respeito pola sua língua nacional a quem nom o tem mais ca o que o bandulho lhe dita, ou seja, os sádicos filisteus que enquanto em Compostela tronava “Na Galiza em galego” eles assinavam medidas para a morte da língua, trocando logo a data numha infantil nhapa, para maior abastamento do essencialismo xenófobo, canhí e imperialista tamém conhecido como espanholismo aqui na periferia da periferia.
Esses espanholistas que governam nom para todos os galegos, mas para todos os madrilenos através de seitas ligadas com o Foro da Família, a extrema direita nazi-fascista e Galicia bilingüe, organizaçom integrista que aplica, junto a UPyD e o PP, os dogmas da liberdade individual e extrema do neoliberalismo – cujos benefícios já conhecemos se nom somos parvos- ao terreio da língua:
Los personajes fundadores del pensamiento neoliberal tomaron por sacrosantos los idealis políticos de la libertad individual – así como los valores centrales de la civilización. Al hacerlo, eligieron sabiamente y bien, porque son ciertamente conceptos convincentes y muy atractivos. Esos valores fueron amenazados, arguyeron, no solo por el fascismo, las dictaduras y el comunismo, sino también por todas las formas de intervención estatal que sustituyeron los juicios colectivos por los de individuos dejados en libertad de eligir.
(...) Dejando de un lado la pregunta de si la parte del argumento resulta necesariamente de la primera, no puede caber duda de que los conceptos de libertad individual son poderosos por sí mismos, incluso más allá de aquellos terrenos en los que la tradición libera ha tenido una fuerte presencia histórica (...).
No es sorprendente, por lo tanto, que los llamados por la libertad rodeen retóricamente a EE.UU. a cada vuelta y que pueblen todo tipo de manifiestos políticos contemporáneos. Eso ha valido particularmente (...) en el primer aniversario de los ataques conocidos ahora como 11-S. David Harvey (2009): «El neoliberalismo como destrucción creativa».
O próprio Bush e a sua camarilha falárom de “liberdade duradeira” para Afganistám e o Iraque. Hoje em Bagdade nom hai óleo para as lámpadas e morrem, dúzias de pessoas todos os dias, isso si, em democracia. Dixem democracia?
Em Euskal Herria, e no resto do Estado, qualquer candidatura de esquerda e soberanista é susceptível de ser ilegalizada nesta democracia de votar e calar; nesta ditadura mol da burguesia onde a repressom, a desinformaçom e a manipulaçom – como dá fé a final da Copa do Rei- som norma e nom excepçom. Democracia no Estado espanhol, para os espanholistas, nom vem de δεμος e κρατος, mas de demo, diabo, dianho, diábolo, demonio, evil... E o aquelarre dos demos chama-se-lhe parlamento ou parlamentinho na sua grotesca e deformada caricatura esperpéntica galaica.
Para viver em democracia, em fim, nom avonda com ter sete cadeias de televisom que substituam ao ensino vomitando vidas de bonifaces para que o povo alienado nom pense na sua. Nom avonda com que os votantes saibam ler e escrever se som analfabetos funcionais na língua própria da Galiza e ainda na alheia. Nom chega com partir de falsas promessas e premissa como que a Galiza nom é umha naçom que a Constituiçom espanhola parida polo franquismo é umha sacrossanta obra divina ditada por deus como as doze tábuas e, portanto, infalível. Nom basta tampouco com umha abastada monarquia posta aí por um tirano genocida feito made in galicia. E nom contínuo que a listage é longa de mais.
Porque, meus queridos amigos, umha democracia tem de ter legitimidade e procurar o progresso, que passa pola desalienaçom, pois como Séneca advertiu hai quase 2000 anos «a sabiduria é a única liberdade que existe». A contrário falamos de dedocracia e da encoberta ditadura da burguesia e o grande capital que peça a peça vam desmantelando o welffare state com total impunidade numha sociedade de hanalfabetos e analfabetos que lembra, cada vez mais, à que George Orwell pintara com palavras no seu romance – ou quase ensaio mais bem- 1984: o grande irmao vigia-te.
Acto II: os hanalfabetos
Alfabetos lhes chamam os nossos “ilustrados” paisanos, “ilustrados” para os olhos dos modestíssimos hanalfabetos da Galiza, a ralea inunda de auto-ódio os que vivem em Galicia e da Galiza por extensom, os godos da Saga/fuga de JB ou os invasores educados desde Terra Ancha já na Tagen Ata.
Dos demos da democracia já conheciamos a carauta e o disfarce, que pouco ou nada nos surpreende, mas dos outros que acham que o galego é umha propriedade sua, quer dizer, os que vivem do galego e da Galiza, a recíproca nom a busquedes nestes sujeitos aferrolhoados coma as “senhoritas de caldo à merenda” da A. de Xente ao lonxe.
Som os sicários e mercenários da “autonomia de cartom-pedra”, que Madrid nos cede; aprendizes da RAE que trabalham na sua sucursal, a RAG, o ILGA e o Ramón Piñeiro; os estalinistas incoerentes que anteponhem a norma e o seu uso às ideias e à libertaçom nacional da Galiza, que de todo hai numha e outra beira do Minho- ao seu passo por Ourense e nom tanto pola raia -; e, finalmente, paxaros que vivem de ilusons e governam aque, aguardemos seja nom a última, mas a derradeira mesa-camilha da Galiza, refiro-me, claro está, à Mesa-camilha pola normativizaçom lingüística.
Hogano, a Galiza padece com igual ou maior intensidade a caça de bruxas ao regeneracionismo, a sua exclusom e perseguiçom, a imposibilidade de publicar na nossa ortografia histórica, com todo o que isso trai consigo de descolonizaçom cultural (acaso os cataláns grafam à espanhola?). Umha proposta a regeneracionista que bebe, nom de laboratórios e do “separatismo das aldeias” do que Dieste falava, mas do passado e do futuro; ou estes hanalfabetos de gravata, com agá de hipocrisia, podem acreditar que o galego e a Galiza como naçom tenhem futuro dexaixo da saia política e cultural do Estado espanhol? A ver se vam ser tamém hilusos, com agá de hilotas, e nom apenas hanalfabetos.
Miséria? Quiçais si. A sua miséria moral é profunda. Som os guardadores da autarquia cultural da Galiza, os que aguçam o coitelo dia-a-dia para entregar-no-lo no dia do suicídio colectivo. Eles, os miseráveis, muito piores ca os de Vítor Hugo, os hanalfabetos, querem que nós sejamos miseráveis materialmente. Fecham-nos todas as portas e preferem o espanhol ao português, o que fala por eles; porque é que hai mais presença do português nos liceus da Estremadura espanhola do que na Galiza? Substitulam a um português do Porto, mas nom a um sevilhano na TVG. Separam a licenciatura de galego da de português contra as vozes de Cosériu, Menéndez Pidal, Carvalho Calero, Rodrigues Lapa ou Lindley Cintra. Caralhudo!
Som hanalfabetos e vivem bem de constas à tradiçom científico-literária da nossa naçom, ignorando o tronco lingüístico comum, o diassistema galego-português. Nom lhe importa o futuro a quem só pensa com o bandulho... Rezai pola sua alma enquanto eles rezam para que este povo nom abra os olhos e lhes feche os seus escleróticos chiringos. Som universitários e até filólogos em muitos casos, som a “intelligentia” dos hanalfabetos. A cremme da cremme e paro que acho que hoje já figem muitos amigos.
Palavras novas e velhas
sexta-feira, 19 de junho de 2009
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Os sem voz
É bem certo que nom existe mais do que os olhos deixam ver, e aqui fica mui longe o Perú e a massacre perpretada polo governo fascista do Alan García sobre os indígenas, em Bagua, em plena floresta da Amazónia. Essa selva que as petroleiras e outras multinacionais desfam de dia para dia, assassinando aos seus habitantes e atafegando os seus direitos e as suas culturas. Ficam mui longe os marinheiros somalís cujas augas som expoliadas por Ocidente. Fica mui longe Gaza e Cisjordánia. Fica mui longe um eido de areia com casas onde vivem os saarauis. Ficam mui longe as mulheres com burca de Afganistám ou as nenas com fusil da República Democrática do Congo, que apenas tem de democrática o nome. E até fica longe o home sem teito que mora ao nosso carom.
Porém, para os galegos, indígenas de Europa que até fai bem pouco eram simples mao de obra estrada polo mundo, que até fai pouco lhes batiam nas unlhas por falar galego e comiam patacas secas com um pouco unto, enquanto outros zugavam a vaca; para os galegos, digo, nada disto existe e entram alheios a todo na gasolineira de Repsol e repostam com a consciência plenamente tranqüila, após votar-lhe a um dos partidos dinásticos desta II Restauraçom, porque assi o ordeou papai-televisom. Homo homini lupus dizia o Hobbes, que nem viu a mentade do que hoje acontece por todo o planeta e do que nem a metade sabemos.
1000 milhons de pessoas passam fame e morrerám a causa dela. Quatro milhons de nenas som vítimas das máfias da prostituiçom e um outro milhom de nenos tamém. Este é o maravilhoso mundo da democracia e o capitalismo, onde umhas simples notas ("billetes" em espanhol), uns anacos de papel valem bem mais que a vida de qualquer ser humano. E Europa fecha-se em si mesma e expulsa ao diferente: ao preto, ao muçulmano, aos sonhadores, aos trabalhadores, aos socialistas, as mulheres... Europa vota a extrema direita genófoba e os de "esquerdas" ficam na casa porque dim "total"... claro, o total é a nossa comodidade, o egoísmo impertérrito do que só se dói de si, sem querer ver, sem queres informar-se nem luitar... a comodidade é o pior dos crimes e nós, tende-o presente antes de deitar-vos somos criminais de criminais; cúmplices de todos os assassinos que dim ser demócratas e afogam a sangue e fogo qualquer tentativa de construit um outro mundo, onde o socialismo, a igualdade, a fraternidade e a liberdade deixem de ser substantivos abstractos e prostituídos, para ser realidades.
Um outro mundo onde os que nom tenhem voz sejam os porta-vozes; um outro mundo onde a justiças nom seja cega; onde os quartos só servam para mercar sonhos; onde o fim de que cada mulher e home seja quebrar as cadeias do seu irmao -ainda que para isso tenha que encadear-se; onde as prostitutas sejam princesas; onde os banqueiros abandonem o gavinete para colher o sacho e botar o arroz com o que alimentar às famélicas crianças que eles geráçom com a dívida externa; um outro mundo onde se suprima a palavra "eu" de todas as línguas....
Sonhemos galegas e galegos, sonhemos, mas enquanto sonhamos, por favor, nom esqueçades que nom todos os nossos irmaos podem sonhar... e entom... luitade!
Porém, para os galegos, indígenas de Europa que até fai bem pouco eram simples mao de obra estrada polo mundo, que até fai pouco lhes batiam nas unlhas por falar galego e comiam patacas secas com um pouco unto, enquanto outros zugavam a vaca; para os galegos, digo, nada disto existe e entram alheios a todo na gasolineira de Repsol e repostam com a consciência plenamente tranqüila, após votar-lhe a um dos partidos dinásticos desta II Restauraçom, porque assi o ordeou papai-televisom. Homo homini lupus dizia o Hobbes, que nem viu a mentade do que hoje acontece por todo o planeta e do que nem a metade sabemos.
1000 milhons de pessoas passam fame e morrerám a causa dela. Quatro milhons de nenas som vítimas das máfias da prostituiçom e um outro milhom de nenos tamém. Este é o maravilhoso mundo da democracia e o capitalismo, onde umhas simples notas ("billetes" em espanhol), uns anacos de papel valem bem mais que a vida de qualquer ser humano. E Europa fecha-se em si mesma e expulsa ao diferente: ao preto, ao muçulmano, aos sonhadores, aos trabalhadores, aos socialistas, as mulheres... Europa vota a extrema direita genófoba e os de "esquerdas" ficam na casa porque dim "total"... claro, o total é a nossa comodidade, o egoísmo impertérrito do que só se dói de si, sem querer ver, sem queres informar-se nem luitar... a comodidade é o pior dos crimes e nós, tende-o presente antes de deitar-vos somos criminais de criminais; cúmplices de todos os assassinos que dim ser demócratas e afogam a sangue e fogo qualquer tentativa de construit um outro mundo, onde o socialismo, a igualdade, a fraternidade e a liberdade deixem de ser substantivos abstractos e prostituídos, para ser realidades.
Um outro mundo onde os que nom tenhem voz sejam os porta-vozes; um outro mundo onde a justiças nom seja cega; onde os quartos só servam para mercar sonhos; onde o fim de que cada mulher e home seja quebrar as cadeias do seu irmao -ainda que para isso tenha que encadear-se; onde as prostitutas sejam princesas; onde os banqueiros abandonem o gavinete para colher o sacho e botar o arroz com o que alimentar às famélicas crianças que eles geráçom com a dívida externa; um outro mundo onde se suprima a palavra "eu" de todas as línguas....
Sonhemos galegas e galegos, sonhemos, mas enquanto sonhamos, por favor, nom esqueçades que nom todos os nossos irmaos podem sonhar... e entom... luitade!
domingo, 7 de junho de 2009
O jogo da pita cega
Canto ao arame de espinho
e ao velho arume esturrado:
suave, denso, liso, vivo;
que rasga e bebe salgada sangue
das vacas-monas sem pasto:
quente, viscosa, sem ar, vermelha;
que corre a eito até as cloacas
e suja a ignomínia dos nomes
malditos de antigas placas
à saude de monstros tidos por homes:
bons, generosos, guapos, ricos;
que afogam com as maos paxarinhos
arrincando-lhe o peteiro com os seu fisco:
necessário, redistributivo, estatal,
enquanto os carbónicos meninhos
gemem olvidados e passando-o mal
no enterro das pretas pombas
assassinadas com aceiro ao compás
das facas de brancas águias;
que aram os olhos pobres e cegos
com o sonífero ruidoso,
alienante, falsário, decadente e incomunicador
do maravilhoso mundo do papá televisor.
e ao velho arume esturrado:
suave, denso, liso, vivo;
que rasga e bebe salgada sangue
das vacas-monas sem pasto:
quente, viscosa, sem ar, vermelha;
que corre a eito até as cloacas
e suja a ignomínia dos nomes
malditos de antigas placas
à saude de monstros tidos por homes:
bons, generosos, guapos, ricos;
que afogam com as maos paxarinhos
arrincando-lhe o peteiro com os seu fisco:
necessário, redistributivo, estatal,
enquanto os carbónicos meninhos
gemem olvidados e passando-o mal
no enterro das pretas pombas
assassinadas com aceiro ao compás
das facas de brancas águias;
que aram os olhos pobres e cegos
com o sonífero ruidoso,
alienante, falsário, decadente e incomunicador
do maravilhoso mundo do papá televisor.
terça-feira, 2 de junho de 2009
Esperamos companheiras, esperamos... contra toda esperança. Sonata , fuga e pranto pola morte dumha criança

No devalar dumha noite quente aprendim que um, na sua imesa soidade, vive no medo. O medo a Ser é por vezes o pior dos medos, porque significa aprender o difícil caminho de saber-se só. De viver rodeiado e seguir ficando só. A "feira sem gente" do irmao Curros que esperou, até que em Cuba se fundiu com a negra sombra, essa na que vivemos os que tivemos a desgraça de conscientemente esperar contra toda esperança.
Nunca olhara o luar com estes olhos cansos e desenganados, compreendendo que ela é tamém soa e que tam só recebe das sociedades "avançadas" terrons de lixo e esterco espacial, para que as barre no pam dos asteroides da auto-estrada láctea. Alô nalgum ponto desse cativo e ruim universo ainda se ergue a profunda mirada do irmao Carvalho el que foi ficando só coma o pailebote de Manoel António enquanto os novos o deixavam numha beira, enquanto os companheiros de geraçom renegavam del, mas si Carvalho, ti e mais eu, "esperamos contra toda esperança" porque assi no-lo impujo a ética de esquerdas e o dever pátrio.
Tenho a certeza de que ainda por trás do balado do manhá se agocha um outro medo. O medo que desde a infáncia se arrastra polas ladeiras, misturado com indómita poalha arrincada das cordas dum coraçom velho que repousa num corpo, dim, que ainda novo. Já só espero, e coma o mestre "esperamos contra toda esperança" o tanger do sino nas igrejas anunciando um outro dia, melhor, igual ou pior ca o de hoje, talvez igualmente estúpido, ranço e passado. Porque quando um home começa a caminhar aguarda um futuro de promessas e esperanças, mas quando um home paila e já nom caminha, no imenso oceano do infinito indefinido, entom já nom aguarda o futuro, porque sabe que esse futuro já o viveu, ou que outros o vivérom por el. Eu "macaco de macacos", o último boniface que se esparege num esquecido teatro de títeres, na pena eterna da antiga feira de Santa Susana... e "esperamos contra toda esperança".
Coma de criança acocho a testa entre as sabas, sabas de gelo e ginebra, fugida estúpida cara o ronsel da inconsciência. Quero ser um desconhecido para mim próprio, é a única novidade que podo compreender, porque nom gosto do progresso de adefésios com gravata e mala má. Eles nom esperam, exploram, enriquecem-se. Quigera poder ser tamém eu um simples explorado, sem saber-me pequeno, insignificante, inexistente. Poder viver por inércia enlatando-me em telelixo e na borralha da espiral consumista dos mártires primeiromundistas desconhecidos. Tantos e tam próximos... mas eu nom, meus irmaos, tivem a vossa desgraça de "esperar contra toda esperança" como aquel velho-jovem que conhecim em Gontám, na aldeia onde a minha mai biológica cresceu, aquele ao que um retaco espanholfalante vindo da Alemanha chamava "viejo-joven", porque compreendim mui de neno o que alguns nem de mortos entendem; a idade vai no coraçom, meus irmaos, e o velho do pelo branco que pariu aquela frente de frentes tamém aguarda ainda, contra toda esperança, o que já nunca volverá. Porque tamém na política a infáncia é o mais formoso. O mundo dos adultos é um caldeiro cheio de vómitos.
Deixo, canso e velho, que me alouminhe o vento tépedo umhas facçons que já nom reconheço, porque eu quigem ser criança e nom me deixárom, quigem amar e nom soubem, quigem correr e caim. Erguim-me si, e ainda me voltarei a erguer umha e mil vezes porque desde o fundo da cova em que se projectam os filmes das platónicas ficçons, a demiurga da Terra reclama com um AGUANTA. Eu aturo. Aturo aturuxando mui baixinho para nom espantar essa lua que me entende, com o riso dumha velha pantasma que quijo ser mulher e nom passou de ser dona de. Quijo nom ter medo, mas dixérom-lhe que o mundo era um mal lugar, que havia homes pretos dos que desconfiar, que havia pobres que a podiam roubar, que havia pestes e guerras que a podiam matar e ela coitada e galega... emigrou. Agora ela exilada e eu no meu exilo interior "esperamos contra toda esperança" toda vez que sabemos que o nosso grao de areia nom trocará nada e que os nossos corpos deitaram o seu derradeiro bafo na mesma terra comesta polos vermes em que os assassinos, tiranos e malditos apodrecem, heróis e anónimos.
Um holocausto de cem vacas para umha terra sem leite, enquanto a velha se jungue a uns tetos "esperando contra toda esperança" porque é o único que leva fazendo nos últimos setenta anos. Às gaivotas nom lhe dói essa história que nom vem nos livros, que nom fala de impérios, mas de tragédias cotiás. Nom hai lugar no mundo para os románticos porque os cemitérios e o amor já só se conhecem pola televisom. Porém, eu, coma o último moicano, acendo lumes nos curutos por ver se ainda me ouve algum Ser Humano, preto ou branco... e "espero contra toda esperança" empoligrando num eterno Faro que deita a olhada compasiva sobre umha terra de homes mortos, que atafega aos poucos que ainda nom queremos ir na estadeia, mas caminhar para um novo vencer. E "esperamos contra toda esperança".
Ai, minhas pequenas, novamente fitando-nos, sem que ninguém nos entenda. Umha outra vez rindo-nos do velhos que somos e do prazer imenso de saber-nos sós, um prazer amargo que sabemos inevitável e que sempre nos acompanhará. Porque este amor que nós temos e que alguns chamam nacionalismo nom é racional, é sentimento num tempo onde nom hai mais sentimentos que os sentidos por outros. A coraça que nos rodeia nom nos ajuda tampouco, somos frios, distantes e afastamo-nos voluntariamente porque nom sabemos existir entre eles, porque o nosso mundo só existe no universo lonjano no meu coraçom e no peito abre e fecha-se no lusco-fusco o desejo eterno dumha companha para este fogo gelado das noites de verao. Fitaremos, mihas pequenas, novamente as estrelas baixo os lenços aterciopelados da lua, em silêncio para nom molestar aos que ainda sabem e podem viver neste mundo. Criei mundos com palavras desde o meu cérebro e agora rebelam-se e perseguem-me nos sonhos porque eles, a contrário do que eu nom esperam, simplesmente existem e vivem.
Sabemos agora, companheiras, que deus é um home velho e triste. Compreendemos a sua soidade porque el fixo com barro a terra e com bosta e bulheiro ao home. Vive desde entom só e sabe-se eternamente só. Nós, quando menos, temos data de caducidade, tamém el esperará contra toda esperança?
Companheira soidade, companheira pena... esperamos, nom imos esperar! Esperamos contra toda esperança, vós porque sempre caminhas-tes comigo, eu porque nom sei caminhar sem vós e no canto final da derradeira ópera, Galiza e mais nós, esperamos contra toda esperança.
quinta-feira, 21 de maio de 2009
As putas e os putos
Tivem eu um professor de literatura, Salgado, que estimava à direita e aos totalitarismos tanto coma mim. Definiu coma ninguém o absurdo do franquismo e a censura, ainda hoje viva, como quando Gallardón censurou em Madrid o estreio de Lorca somos todos, espectáculo teatral a cargo do já falecido vilagarciao Pepe Rubianes. O delito do monologuista foi afirmar «a mi la unidad de España me suda la poya por delante y por detrás». É o que hai cousas com as que nom se pode fazer troça: a unidade de Espanha é umha, a monarquia outra e as duas juntas já som a hóstia.
Mas vaiamos ao alho, que sempre me perdo entre pátrias e coroas. Resulta que, e pido-lhe licença ao professor para fazer minhas as suas palavras, havia umha cançom, seguramente tam formosa coma o pasodoble que gabava a Manuel Fraga Iribarne, que dizia «apoyada en el quicio de la mancebía» e os censores, agudos coma alhos, pugérom «apoyada en el quicio de la casa mía». Nunca veriam umha cona ou que? Duvido que seja este o problema de tanto recato. O nacional-catolicismo guardava a moral podre dos fariseus, a mesma que tenhem, por outro lado (ou polo mesmo mais bem) os que orneiam contra a reforma da lei do aborto e mandam às suas filhas a abortar a clínicas privadas em Europa, «con dos cojones»:
«Mais xa sabes o que facían os monxes de Oseira en Coresma, cando estaba proibido comer carne. Tiraban os porcos ao río e logo botaban as redes para pescalos. Os labradores, que non podían nin cheirar o touciño, baixo pena de excumuñón, foron protestar por aquel abuso e o abade dixo: Todo o que cae na rede é peixe!», Manuel Rivas: Os libros arden mal (2006).
Nom se podia falar de putas e ver umha teta era pecado mortal, desses que apagam a lámpada da alma. Com o incómodo e pouco sensual que deve ser foder vestido. A mulher nom a podia chupar porque claro era a mai dos teus filhos e para evitar ficar sem o grande gosto dumha boa irrumatio os moralistas iam de putas. Na whiskaria os curas, estudantes e demais gente de possíveis deixavam o catecismo na entrada, baixavam a Sodoma e Gomorra e recolhiam a carauta nacional-católica à saída. Ninguém lembra ás putas do franquismo. Ninguém lembra as putas que vivem por baixo da sua casa. Só os poetas bebem dos sonhos das putas, porque ambos vendem os seus sentimentos. E eu, puto coma Quevedo, cago-me na puta mai dos putos que permitem que na sua sociedade siga havendo escravas, para eles deveria ser obrigado, embora fosse apenas por um dia, aquela inscriçom pompeiana que punha «Felix chupa por un as». Prostituir-se é alegal e um que nom entende de Direito, mas si um chisco de palavras, pergunta-se como algo tangível e existente pode ser alegal, hai seres humanos alegais numha “democracia”? Que rezem para ter a alma tamém alegal para nom ser julgado post mortem toda vez que as portas do céu apenas se abrem para as “marias magadalenas” do século XXI. Nom lhes valerá chorar nos pés de Jesus porque as bágoas de crocodilo nom abrandam, em todo caso imunizam. E de puta madre.
Mas vaiamos ao alho, que sempre me perdo entre pátrias e coroas. Resulta que, e pido-lhe licença ao professor para fazer minhas as suas palavras, havia umha cançom, seguramente tam formosa coma o pasodoble que gabava a Manuel Fraga Iribarne, que dizia «apoyada en el quicio de la mancebía» e os censores, agudos coma alhos, pugérom «apoyada en el quicio de la casa mía». Nunca veriam umha cona ou que? Duvido que seja este o problema de tanto recato. O nacional-catolicismo guardava a moral podre dos fariseus, a mesma que tenhem, por outro lado (ou polo mesmo mais bem) os que orneiam contra a reforma da lei do aborto e mandam às suas filhas a abortar a clínicas privadas em Europa, «con dos cojones»:
«Mais xa sabes o que facían os monxes de Oseira en Coresma, cando estaba proibido comer carne. Tiraban os porcos ao río e logo botaban as redes para pescalos. Os labradores, que non podían nin cheirar o touciño, baixo pena de excumuñón, foron protestar por aquel abuso e o abade dixo: Todo o que cae na rede é peixe!», Manuel Rivas: Os libros arden mal (2006).
Nom se podia falar de putas e ver umha teta era pecado mortal, desses que apagam a lámpada da alma. Com o incómodo e pouco sensual que deve ser foder vestido. A mulher nom a podia chupar porque claro era a mai dos teus filhos e para evitar ficar sem o grande gosto dumha boa irrumatio os moralistas iam de putas. Na whiskaria os curas, estudantes e demais gente de possíveis deixavam o catecismo na entrada, baixavam a Sodoma e Gomorra e recolhiam a carauta nacional-católica à saída. Ninguém lembra ás putas do franquismo. Ninguém lembra as putas que vivem por baixo da sua casa. Só os poetas bebem dos sonhos das putas, porque ambos vendem os seus sentimentos. E eu, puto coma Quevedo, cago-me na puta mai dos putos que permitem que na sua sociedade siga havendo escravas, para eles deveria ser obrigado, embora fosse apenas por um dia, aquela inscriçom pompeiana que punha «Felix chupa por un as». Prostituir-se é alegal e um que nom entende de Direito, mas si um chisco de palavras, pergunta-se como algo tangível e existente pode ser alegal, hai seres humanos alegais numha “democracia”? Que rezem para ter a alma tamém alegal para nom ser julgado post mortem toda vez que as portas do céu apenas se abrem para as “marias magadalenas” do século XXI. Nom lhes valerá chorar nos pés de Jesus porque as bágoas de crocodilo nom abrandam, em todo caso imunizam. E de puta madre.
sábado, 16 de maio de 2009
Antonzinho, o dia 13, 23
Eu som umha antiga criança cativa
apanhando as varas dos foguetes das festas
e som o preto, o homossexual, o judeu.
Eu e os árabes compreendemos a Caim
porque nunca ninguém nos compreendeu a nós.
Eu som um ponto no absurdo vital,
o silêncio dumha esquecida música.
Eu som intençons e desejos
poucas vezes realidade.
Eu nom tenho casa, moro na utopia
porque o meu reino nom é deste mundo.
Eu som muitos por nom ser ninguém
no baile de disfarces dos poderosos.
Eu nom som um excluído. Excluo-me e.
Eu nom som um bom amante porque sempre fum um esmoleiro.
Eu nom aprendim nada da escola por isso nom me sinto espanhol,
porque com a cultura nasce-se, mas com a sabedoria nom.
Eu nom som mulher porque tampouco sei ser home.
Eu nom escrevo pensando, penso escrevendo.
Eu nunca vim a Galiza, simplesmente sinto-a.
Eu nunca a vim a deus nas igrejas porque está nas pessoas.
Eu só tenho dum dogma de fé: a ignoráncia fai-nos felizes.
Eu só tenho umha companheira na minha soidade: a própria sombra.
E se Eu me lera, eu compreenderia-me.
apanhando as varas dos foguetes das festas
e som o preto, o homossexual, o judeu.
Eu e os árabes compreendemos a Caim
porque nunca ninguém nos compreendeu a nós.
Eu som um ponto no absurdo vital,
o silêncio dumha esquecida música.
Eu som intençons e desejos
poucas vezes realidade.
Eu nom tenho casa, moro na utopia
porque o meu reino nom é deste mundo.
Eu som muitos por nom ser ninguém
no baile de disfarces dos poderosos.
Eu nom som um excluído. Excluo-me e.
Eu nom som um bom amante porque sempre fum um esmoleiro.
Eu nom aprendim nada da escola por isso nom me sinto espanhol,
porque com a cultura nasce-se, mas com a sabedoria nom.
Eu nom som mulher porque tampouco sei ser home.
Eu nom escrevo pensando, penso escrevendo.
Eu nunca vim a Galiza, simplesmente sinto-a.
Eu nunca a vim a deus nas igrejas porque está nas pessoas.
Eu só tenho dum dogma de fé: a ignoráncia fai-nos felizes.
Eu só tenho umha companheira na minha soidade: a própria sombra.
E se Eu me lera, eu compreenderia-me.
terça-feira, 5 de maio de 2009
Friage mental: as armas químicas e biologicas do Império. A Constipaçom A como fonte de lucro para as farmaceúticas
Agora que vem o verao dá-nos por ceivar friages e entrar em psicoses colectivas com a constipaçom dos cochos ceivada por marraos de gravata[1]
. Caminhamos de dia para dia para um mundo com umha nova linguage, a farisaica linguage dos eufemismos. Já Vicente Romano enxergou bem qual é o horizonte desta nova neo-língua em terminologia orwelliana:
«El lenguaje importa, y cómo lo utilizan los medios. Si se puede violentar al público (de populicus, pueblo) de que el Estado tiene razón, esto es, si se le puede persuadir hasta el punto de que se identifique con los significados oficiales, se le puede movilizar para que apoye y acepte la transferencia de fondos del wellfare (bienestar) a la seguridad y al warfare (guerra), equivalente al eslogan nazi de mantequilla por cañones»[2].
A direcçom, já que logo, é clara e os métodos para acadar estes resultados variados e, maioritariamente, subtis e para nada inocentes. O conhecido como Esfriamento A ou Constipaçom A e assi conhecida por nom chamar-lhe Constipaçom norteamericana, posto que é alô onde se gera e nom em México como alguns tentárom fazer-nos acreditar através da intoxicaçom mediática dos meios de incomunicaçom[3]. Daquela, começamos a alviscar onde é que verdadeiramente se fam as armas químicas que nos diziam que estavam no Iraque e para que servem, para o lucro dos assassinos que inventárom o mesmíssimo 11-S, cada vez mais demonstrado.
1.1.- A orige do vírus e os antecedentes delectivos do Império
A Constipaçom A nom vai além de ser a fabricaçom dumha psicose social a nível planetário com o único objectivo de preencher o peto das multinacionais farmaceúticas. O laboratório Gilead Sciencies Inc é o grande beneficiário desta nova «pandémia» que apenas existe na cabeça daqueles que desejem acreditar nela. A companhia Gilead Sciencies Inc é a que tem a patente do medicamento Tamiflu, o único que está respondendo bem perante o novo vírus e que já tirara marges milionárias com a Constipaçom aviar sendo o Estado espanhol um desses compradores (retrovirales que ateigam aramazens e que para nada fôrom empregados porque a Constipaçom aviar nom passou de ser um esfriamento mais).
Se um vai aos dados e coteja as mortes que todos os anos se produzem polo vírus do esfriamento, os habituais, decatará-se nom sem surpresa que som maiores as que se produzírom quando da Constipaçom aviar e muito provavelmente serám muito maiores às que produza esta supostamente letal e terrível Constipaçom A, que segundo os «espertos» atingira neste ano a 40% dos europeus, com as conseguintes vendas do Tamiflu, chama-lhe burro ao cavalo.
O cavalo neste caso é Donal Rumsfeld directivo e proprietário desde fai mais de vinte anos da única companhia que tem a patente do medicamento que milagrosamente responde ao novo vírus, o já mencionado Tamiflu. O mesmo Donald Rumsfeld que nos convenceu no seu passo pola administraçom Bush de que Sadam Husseim tinha perigosíssimas armas de destruiçom massiva... Um novo pretexto para a guerra imperialista como o foi o Mayne em 1898, o Lousiana na Grande Guerra, Pearl Harbor na II Guerra Mundial ou o inventado ataque da baía de Tonquim na Guerra do Vietname.
As perguntas que surdem da Constipaçom A som várias: qual é a sua orige? Quem se beneficia dela? Que é o que os média sob o controle do Império nos permitem saber e que é o que ocultam? Para Lori Price (na web Globalresearch.ca) é muito provável que o esfriamento partisse de laboratórios militares americanos dos EUA num intre mui oportuno, justo quando as novas das torturas perpretadas pola CIA estavam ameaçando a «respectavilíssimas» figuras da administraçom Bush que endejamais serám julgadas como é devido, ou seja, coma criminais de guerra. Ainda vai resultar que o ditoso marrao causante da pandémia (o que lhe pegou a febre amarela ao suposto paciente cero – umha criança-), que segue sem aparecer, vai ser um outro dom Celidónio coma o de O porco de pé (1928) de Vicente Risco
Fai agora um ano o ministro de saúde indonésio publicava É tempo de que mude o mundo: maos divinas detrás da constipaçom aviar, pouco despois de que este país lhe entregasse umha mostra do vírus à Organizaçom Mundial da Saúde (OMS) e com a qual um investigador da biodefesa indonésia teimava em que na base ianque de Los Álamos já estavam a fazer as primeiras manipulaçons do mesmo, como recolhe Lori Price.
Donald Rumsfeld nom teria que esforçar-se demasiado para que os média entrassem no seu jogo e convençam ao mundo do gravíssimo desta nova epidémia, quantas vezes falam os média das faraceúticas? Nunca se nos di como é que se provam os medicamentos no Terceiro Mundo para acelerar a sua comercializaçom e saltar-se os prazos que marcam as legislaçons dos países do Primeiro Mundo.
Ralph Schoenman, produtor dum programa de rádio dumha emissora noviorquina, apontou, numha entrevista concedida a Fernando Velázquez, que os laboratórios militares ianques aperfeiçoaram a produçom de armas químicas e biológicas com as cepas de vírus que o nosso sistema imunitário nom pode combater. Logo, estas enfermidades ceivam-se em qualquer parte do mundo, nomeadamente na África, para compreender a sua reacçom in situ e logo podê-las empregar em qualquer momento. No livro Clouds of secrety o professor de Saúde Pública, Leonard Cole, lembra-nos como por mais de quarenta anos o Pentágono espargeu nos próprios EUA bilions de bacilos I e que umha das conseqüências foi um incremento do 10% da meningite de espinha dorsal na baía de Sam Francisco.
Pola sua banda, William Bloom descreve no seu livro Matando a esperança como em 1971 a CIA lhe entregou a terroristas cubanos umha cepa do vírus que causa a febre porcina africana para que o introduzissem em Cuba e Fidel Castro deixa bem claro que «o noso país foi obxecto da máis prolongada guerra económica da historia, e dunha incesante e feroz campaña de terrorismo que dura xa máis de 45 anos. Comezaron a enviar avións que bombardeaban con materiais incendarios as plantacións de cana»[4]. Tamém foca Fidel Castro o episódio que relata William Bloom:
«Baixo a presidencia de Nixon, en 1971, introduciuse en Cuba – segundo unha fonte da CIA mediante un contedor- o virus da peste procina. E tivemos que sacrificar máis de medio millón de porcos. Este virus de orixe africana era totalmente descoñecido na illa. Introducírono dúas veces.
E houbo algo peor: o virus tipo II do dengue, que produce febres hemorráxicas frecuentemente mortais para o ser humano. Iso aconteceu en 1981. Máis de 350 mil persoas resultaron contaminadas, das cales morreron 158, entre elas 101 nenos. Ese serotipo de virus era entón completamente descoñecido no mundo. Fora creado en laboratorio. Un dirixente da organización terrorista Omega 7, con base en Florida, recoñeceu en 1984 que eles introduciran ese virus mortal en Cuba con intención de causar o maior número posible de vítimas. E non lle falo dos atentados contra nós»[5].
Nom é daquela nengumha novidade o proceder do Império em contuberno com as empresas multinacionais que o sustentam, porque por trás do trono agocha-se o verdadeiro poder na sombra. Os intrigantes sem escrúpulos coma Chenney que se fixo de ouro na Guerra do Iraque como directivo de Haliburton, empresas que, umha vez esgotado o pastel do Iraque, se vam para o Afganistám, enquanto Obama apresenta isso como umha grande acçom progressista, bendito progressismo o seu. Fernando Velázquez revela que documentos desclassificados dos anos 1956 e 1958 continham as provas da existência de experimentos com insectos na Florida e em Geórgia para o seu uso como armas químicas. Em 1969 mais de cincocentos alunos saírom com um grau em cursos sobre guerra epidemiológica na escola química do exército em Fort McClellan na Alabama.
2.2.- Os beneficiários. A saúde e a ciência seqüestradas polo capital-especulador
Vejamos agora quem som os beneficiários da venda de milhons de doses por todo o globo terráqueo nesta maravilhosa globalizaçom capitalista onde a notícia se fabrica e a indecência moral dos ricaços nom se detém em barreira algumha. Indica Fernando Velázquez como já se vê a enfermidade como a segunda grande fonte de ingressos após o petróleo e como entre 2006 e 2007 as multinacionais obtivérom enormes benefícios desamalhoando umha terrível psicose em Europa e Ásia. Hogano a cousa já é mundial e o negócio deveria ser ainda maior.
Gilead Sciences Inc e Roche – grupo farmacêutico suíço- já fretam as maos perante as mais que previsíveis ganáncias milionárias que tirarám a conta da alienada populaçom mundial. A legislaçom sobre patentes, supostamente para favorecer a investigaçom e o progresso da ciência – privada por suposto, como todo no neoliberalismo capitalista- é umha lei criminal e imoral sustentada polos estados do Primeiro Mundo. Lembre-se que tanto Obama coma o seu oponente recebêrom quantidades ingentes de dinheiro para as suas campanhas eleitorais de maos das farmacêuticas.
Sabe-se que o Instituto de Patologia das Forças Armadas ianques possuem o genoma da Constipaçom espanhola (que nom surgiu no Estado espanhol, mas que tivera aqui os seus piores efeitos)[6]. Esta cepa (H1N1) compartilha-o todo com o vírus aviar e porcino, variantes do mesmo e pertencentes à família do Orthomyxoviridae e, portanto, a constipaçom espanhola, aviar e porcina som mutaçons do H1N1, extinto até os anos setenta do século XX. Na Suíça o grupo Roche, com sé em Basileia, anunciou que já dispom de três milhons de doses para vender do seu produto Oseltamivir, o seu particular Tamiflu, recomendado curiosamente pola OMS e já empregado contra a Contipaçom aviar. Em que pouco tempo se pugérom maos à obra quando o Estado espanhol reconhecia que se necessitariam meses para preparar umha vacina contra o vírus (um outro negócio a posteriori)!
Agora resulta que o «velho» Oseltamivir é tamém eficaz contra o «novíssimo» vírus da «influenza porcina», do tipo A/H1N1, de aí o nome de Esfriamento A. Porém, por sua parte, o Oseltamivir que recomenda a OMS fora desenvolvido por Gilead Sciences Inc presidida entre 1997 e 2001 por Donal Rumsfeld, o que logo foi ministro de Defesa de George W. Bush, e que segue sendo um importante accionista da corporaçom, que viu inçar a sua cotizaçom no mercado bursátil com a apariçom do vírus. Por isso, desde o começo aparecêrom artigos que punham o acento sobre as responsabilidades que Gilead tem nesta pandémia de laboratório.
No entanto, existem espaços na rede que descrevem as componhentes do Tamiflu e o seu modo de fabricaçom só que fazê-lo seria ilegal e as multinacionais nom estám por donar a patente ao mundo por muitas vidas que haja em jogo se a pressom popular nom obriga aos governos a tomar medidas no assunto. O Tamiflu compom-se de ácido siquímico tirado da vaina da planta com a que se fai o anis escarchado, componhente tamém presente numha planta mui abundante em América: a do liquidambar. Com esta nova vaga Roche e Gilead Sciencies Inc ganharám novamente somas ingentes de quartos que se acrescentam as já tiradas em 2005 com a Contipaçom Aviar, um negócio redondo e com mui pouco risco de capital.
Porém, o governo da Índia deu luz verde à sintetizaçom do Oseltamivir (o Tamiflu genérico) e o seu custo é inferior à metade do original, por enquanto Argentina e Tailándia analisavam medidas similares. Pola sua banda, o governo mexicano advertiu que nengumha vacina é ainda eficaz e ofecereceu um milhom de pesos ao investigador que desenvolva um. Assi de singelo resulta enganar-nos se na televisom se nos repete umha e outra vez a mesma cantinela e um pergunta-se até onde é que se rirám de nós os membros da ditadura da burguesia mundial, conhecida como «democracia» no século dos eufemismos.
Taunbenberger (veja-se a nota rodapé nº6) comparou o vírus H1N1 da constipaçom tradicional com o vírus de 1918, o da Constipaçom espanhola, e descubriu que apenas mudavam 25 ou 30 aminoácidos dos 4.400 que componhem o vírus tradicional, com o qual som escassas as mudanças necessárias para fazer mortal o H1N1 da constipaçom tradicional e, daquela, resulta umha arma biológica barata e doada de produzir. A privatizaçom e mercantilizaçom do conhecimento fai que a ciência perda qualquer lanho de ética ou humanidade, pondo-se em exclusiva ao serviço do capital, esta é a grande vantage do modelo educativo usamericano que agora Europa incorporará de cheio com o Plano Bolonha.
2.3.- Outras mentiras e manipulaçons: a importáncia da linguage e dos média na propagaçom da psicose colectiva
Logo estám os média altifalantes da linguage corrupta do poder e os seus beneficiários. Varias organizaçons, como a Organizaçom Internacional da Saúde Animal, já indicárom que o vírus ainda nom foi isolado em animais e que, portanto, nom tem nengum sentido apor-lhe o adjectivo «porcina», reclamando que se lhe chamasse «norteamericana» como a de 1918 se lhe chamou espanhola. Mas, como para o chauvinismo ianque isto é inaceitável, optárom por recorrer a denominaçom, já inhantes explicada, Constipaçom A, a qual foi justificada pola OMS posto que cada vez era mais humana e menos animal, como reconhecia o seu porta-voz Dick Thomson.
Contodo, cumpre aclarar que a «gripe española» nom foi tal e que daquela recebeu esse nome porque a imprensa do Estado espanhol lhe prestara muita mais atençom que os outros países involucrados na Grande Guerra (1914-1919). Mais umha vez o vírus nascera, como já indicamos (na nota a rodapé nº6), nos EUA, quiçais nom fora por acaso que o figesse num contingente de soldados destinados ao frente europeu. A Constipaçom aviar ou asiática tamém recebeu umha denominaçom geográfica, mas esta nom semelha que seja conhecida por Constipaçom norteamericana, denominaçom em todo caso enganosa por serem Canadá, México e os EUA membros da América do Norte.
A psicose aumenta dia-a-dia e a matança de milheiros de porcos polo governo egípcio já provocou os primeiros distúrbios ameaçando-se de passo a já escassa segurança e soberania alimentar dos povos mediante a ruína de pequenos camponeses que vem como ora as suas aves, ora os seus marraos devem ser sacrificados, qual espécie será a seguinte em cair e como as grandes multinacionais alimentarias tirarám partido disto?
A Galiza toca-lhe a lotaria. O sector vacum ao bordo da quebra e sem perspectivas de poder fazer frente ao fim do sistema de quotas do leite e agora mui previsivelmente irám-se ao tacho as pequenas granjas de porcino, para ledícia de empresas – que nom cooperativas como alguns lhe chamam- como Coren. Ao mesmo tempo os estados endividarám-se um pouco mais pola psicose que pode colapsar o sistema sanitário e provocar um incremento espectacular da venda de fármacos que financiarám novas atrocidades do Império e os seus sequazes, quando Galiza abrirás os olhos?
Este modelo nom serve, independência e socialismo! Nós Sós!
[1] A fonte principal deste artigo é Fernando Velázquez (30-4-2009): «¿Manipulación? Muchas cosas sospechosas en esta crisis sanitaria». Fernando Velázquez é um venezolano que pertence ao colectivo de jornalistas Pueblos.
[2] Vicente Romano (2008), La intoxicación lingüística. El uso perverso de la lengua, p. 47 (disponível na Internet).
[3] Entom chamou-se-lhe Constipaçom porcina, nome que parece se trocou por Constipaçom A por pressons de numerosos organismos que se resistiam a que a epidémia recebe-se um nome que nada tinha a ver com a sua verdadeira orige, já que se transmite entre humanos e nom do porco ao home. Contodo, o mercado mundial do marrao viu-se seriamente afectado, sendo o Estado espanhol um dos mais afectados com a caída de 80% do volume de mercado, perante 40% do próprio México e 30% de Venezuela, segundo dados de Alberto Cudemos, presidente de Feporcina, organizaçom venezolana. Ainda vai ser que somos o estado mais facilmente alienável e manipulável, para quando a carauta e a queima da casa dos afectados coma na Idade Média?
[4] Ignácio Ramonet (2007), Fidel Castro. A miña vida. Conversas con Ignacio Ramonet, Xerais, Vigo, p. 229
[5] Op. cit. pp. 230-231. Entre 1979 e 1981 quatro pragas atacárom a ilha: a conjuntivite hemorrágica, o dengue, a rolha da canha do açucre e o mofo azul do tabaco.
[6] Em 2004 e 2005 aparecêrom, na revista Science entre outras, polémicos artigos em que se indicava a descoberta do genoma completo do vírus da gripe espanhola através de afectados que se exumárom – já sabemos para quê-. Entre eles figuram científicos como Jeffery K. Taunbenberger, Ann H. Reid, Raina M. Lourens, Ruixue Wang, Guozhong Jin e Thomas G. Fanning. Segundo o número 121 de La Aventura de la Historia indica-se que a «gripe española» matou a 40.000.000 milhons de pessoas no mundo, 300.000 no Estado espanhol, e que esta surdira em Kansas em Março de 1918 entre os soldados do exército norteamericano que aguardavam (por acaso?) a sua passagem a Europa para combater na Grande Guerra. A revista oferecia estes dados e reconhecendo que nos últimos tempos se desenterraram falecidos para reviver em laboratórios o vírus, supostamente para combater o vírus da gripe aviar e que umha equipa de investigadores londinenses exumárom ao aristócrata Sir Mark Sykes (falecido em 1919) posto que ao ser soterrado num cadaleito de chumbo podia conservar à perfeiçom o ADN do vírus e assi «desarrollar fármacos más eficaces frente una hipotética nueva pandemia». O número é o correspondente a Novembro de 2008.
. Caminhamos de dia para dia para um mundo com umha nova linguage, a farisaica linguage dos eufemismos. Já Vicente Romano enxergou bem qual é o horizonte desta nova neo-língua em terminologia orwelliana:
«El lenguaje importa, y cómo lo utilizan los medios. Si se puede violentar al público (de populicus, pueblo) de que el Estado tiene razón, esto es, si se le puede persuadir hasta el punto de que se identifique con los significados oficiales, se le puede movilizar para que apoye y acepte la transferencia de fondos del wellfare (bienestar) a la seguridad y al warfare (guerra), equivalente al eslogan nazi de mantequilla por cañones»[2].
A direcçom, já que logo, é clara e os métodos para acadar estes resultados variados e, maioritariamente, subtis e para nada inocentes. O conhecido como Esfriamento A ou Constipaçom A e assi conhecida por nom chamar-lhe Constipaçom norteamericana, posto que é alô onde se gera e nom em México como alguns tentárom fazer-nos acreditar através da intoxicaçom mediática dos meios de incomunicaçom[3]. Daquela, começamos a alviscar onde é que verdadeiramente se fam as armas químicas que nos diziam que estavam no Iraque e para que servem, para o lucro dos assassinos que inventárom o mesmíssimo 11-S, cada vez mais demonstrado.
1.1.- A orige do vírus e os antecedentes delectivos do Império
A Constipaçom A nom vai além de ser a fabricaçom dumha psicose social a nível planetário com o único objectivo de preencher o peto das multinacionais farmaceúticas. O laboratório Gilead Sciencies Inc é o grande beneficiário desta nova «pandémia» que apenas existe na cabeça daqueles que desejem acreditar nela. A companhia Gilead Sciencies Inc é a que tem a patente do medicamento Tamiflu, o único que está respondendo bem perante o novo vírus e que já tirara marges milionárias com a Constipaçom aviar sendo o Estado espanhol um desses compradores (retrovirales que ateigam aramazens e que para nada fôrom empregados porque a Constipaçom aviar nom passou de ser um esfriamento mais).
Se um vai aos dados e coteja as mortes que todos os anos se produzem polo vírus do esfriamento, os habituais, decatará-se nom sem surpresa que som maiores as que se produzírom quando da Constipaçom aviar e muito provavelmente serám muito maiores às que produza esta supostamente letal e terrível Constipaçom A, que segundo os «espertos» atingira neste ano a 40% dos europeus, com as conseguintes vendas do Tamiflu, chama-lhe burro ao cavalo.
O cavalo neste caso é Donal Rumsfeld directivo e proprietário desde fai mais de vinte anos da única companhia que tem a patente do medicamento que milagrosamente responde ao novo vírus, o já mencionado Tamiflu. O mesmo Donald Rumsfeld que nos convenceu no seu passo pola administraçom Bush de que Sadam Husseim tinha perigosíssimas armas de destruiçom massiva... Um novo pretexto para a guerra imperialista como o foi o Mayne em 1898, o Lousiana na Grande Guerra, Pearl Harbor na II Guerra Mundial ou o inventado ataque da baía de Tonquim na Guerra do Vietname.
As perguntas que surdem da Constipaçom A som várias: qual é a sua orige? Quem se beneficia dela? Que é o que os média sob o controle do Império nos permitem saber e que é o que ocultam? Para Lori Price (na web Globalresearch.ca) é muito provável que o esfriamento partisse de laboratórios militares americanos dos EUA num intre mui oportuno, justo quando as novas das torturas perpretadas pola CIA estavam ameaçando a «respectavilíssimas» figuras da administraçom Bush que endejamais serám julgadas como é devido, ou seja, coma criminais de guerra. Ainda vai resultar que o ditoso marrao causante da pandémia (o que lhe pegou a febre amarela ao suposto paciente cero – umha criança-), que segue sem aparecer, vai ser um outro dom Celidónio coma o de O porco de pé (1928) de Vicente Risco
Fai agora um ano o ministro de saúde indonésio publicava É tempo de que mude o mundo: maos divinas detrás da constipaçom aviar, pouco despois de que este país lhe entregasse umha mostra do vírus à Organizaçom Mundial da Saúde (OMS) e com a qual um investigador da biodefesa indonésia teimava em que na base ianque de Los Álamos já estavam a fazer as primeiras manipulaçons do mesmo, como recolhe Lori Price.
Donald Rumsfeld nom teria que esforçar-se demasiado para que os média entrassem no seu jogo e convençam ao mundo do gravíssimo desta nova epidémia, quantas vezes falam os média das faraceúticas? Nunca se nos di como é que se provam os medicamentos no Terceiro Mundo para acelerar a sua comercializaçom e saltar-se os prazos que marcam as legislaçons dos países do Primeiro Mundo.
Ralph Schoenman, produtor dum programa de rádio dumha emissora noviorquina, apontou, numha entrevista concedida a Fernando Velázquez, que os laboratórios militares ianques aperfeiçoaram a produçom de armas químicas e biológicas com as cepas de vírus que o nosso sistema imunitário nom pode combater. Logo, estas enfermidades ceivam-se em qualquer parte do mundo, nomeadamente na África, para compreender a sua reacçom in situ e logo podê-las empregar em qualquer momento. No livro Clouds of secrety o professor de Saúde Pública, Leonard Cole, lembra-nos como por mais de quarenta anos o Pentágono espargeu nos próprios EUA bilions de bacilos I e que umha das conseqüências foi um incremento do 10% da meningite de espinha dorsal na baía de Sam Francisco.
Pola sua banda, William Bloom descreve no seu livro Matando a esperança como em 1971 a CIA lhe entregou a terroristas cubanos umha cepa do vírus que causa a febre porcina africana para que o introduzissem em Cuba e Fidel Castro deixa bem claro que «o noso país foi obxecto da máis prolongada guerra económica da historia, e dunha incesante e feroz campaña de terrorismo que dura xa máis de 45 anos. Comezaron a enviar avións que bombardeaban con materiais incendarios as plantacións de cana»[4]. Tamém foca Fidel Castro o episódio que relata William Bloom:
«Baixo a presidencia de Nixon, en 1971, introduciuse en Cuba – segundo unha fonte da CIA mediante un contedor- o virus da peste procina. E tivemos que sacrificar máis de medio millón de porcos. Este virus de orixe africana era totalmente descoñecido na illa. Introducírono dúas veces.
E houbo algo peor: o virus tipo II do dengue, que produce febres hemorráxicas frecuentemente mortais para o ser humano. Iso aconteceu en 1981. Máis de 350 mil persoas resultaron contaminadas, das cales morreron 158, entre elas 101 nenos. Ese serotipo de virus era entón completamente descoñecido no mundo. Fora creado en laboratorio. Un dirixente da organización terrorista Omega 7, con base en Florida, recoñeceu en 1984 que eles introduciran ese virus mortal en Cuba con intención de causar o maior número posible de vítimas. E non lle falo dos atentados contra nós»[5].
Nom é daquela nengumha novidade o proceder do Império em contuberno com as empresas multinacionais que o sustentam, porque por trás do trono agocha-se o verdadeiro poder na sombra. Os intrigantes sem escrúpulos coma Chenney que se fixo de ouro na Guerra do Iraque como directivo de Haliburton, empresas que, umha vez esgotado o pastel do Iraque, se vam para o Afganistám, enquanto Obama apresenta isso como umha grande acçom progressista, bendito progressismo o seu. Fernando Velázquez revela que documentos desclassificados dos anos 1956 e 1958 continham as provas da existência de experimentos com insectos na Florida e em Geórgia para o seu uso como armas químicas. Em 1969 mais de cincocentos alunos saírom com um grau em cursos sobre guerra epidemiológica na escola química do exército em Fort McClellan na Alabama.
2.2.- Os beneficiários. A saúde e a ciência seqüestradas polo capital-especulador
Vejamos agora quem som os beneficiários da venda de milhons de doses por todo o globo terráqueo nesta maravilhosa globalizaçom capitalista onde a notícia se fabrica e a indecência moral dos ricaços nom se detém em barreira algumha. Indica Fernando Velázquez como já se vê a enfermidade como a segunda grande fonte de ingressos após o petróleo e como entre 2006 e 2007 as multinacionais obtivérom enormes benefícios desamalhoando umha terrível psicose em Europa e Ásia. Hogano a cousa já é mundial e o negócio deveria ser ainda maior.
Gilead Sciences Inc e Roche – grupo farmacêutico suíço- já fretam as maos perante as mais que previsíveis ganáncias milionárias que tirarám a conta da alienada populaçom mundial. A legislaçom sobre patentes, supostamente para favorecer a investigaçom e o progresso da ciência – privada por suposto, como todo no neoliberalismo capitalista- é umha lei criminal e imoral sustentada polos estados do Primeiro Mundo. Lembre-se que tanto Obama coma o seu oponente recebêrom quantidades ingentes de dinheiro para as suas campanhas eleitorais de maos das farmacêuticas.
Sabe-se que o Instituto de Patologia das Forças Armadas ianques possuem o genoma da Constipaçom espanhola (que nom surgiu no Estado espanhol, mas que tivera aqui os seus piores efeitos)[6]. Esta cepa (H1N1) compartilha-o todo com o vírus aviar e porcino, variantes do mesmo e pertencentes à família do Orthomyxoviridae e, portanto, a constipaçom espanhola, aviar e porcina som mutaçons do H1N1, extinto até os anos setenta do século XX. Na Suíça o grupo Roche, com sé em Basileia, anunciou que já dispom de três milhons de doses para vender do seu produto Oseltamivir, o seu particular Tamiflu, recomendado curiosamente pola OMS e já empregado contra a Contipaçom aviar. Em que pouco tempo se pugérom maos à obra quando o Estado espanhol reconhecia que se necessitariam meses para preparar umha vacina contra o vírus (um outro negócio a posteriori)!
Agora resulta que o «velho» Oseltamivir é tamém eficaz contra o «novíssimo» vírus da «influenza porcina», do tipo A/H1N1, de aí o nome de Esfriamento A. Porém, por sua parte, o Oseltamivir que recomenda a OMS fora desenvolvido por Gilead Sciences Inc presidida entre 1997 e 2001 por Donal Rumsfeld, o que logo foi ministro de Defesa de George W. Bush, e que segue sendo um importante accionista da corporaçom, que viu inçar a sua cotizaçom no mercado bursátil com a apariçom do vírus. Por isso, desde o começo aparecêrom artigos que punham o acento sobre as responsabilidades que Gilead tem nesta pandémia de laboratório.
No entanto, existem espaços na rede que descrevem as componhentes do Tamiflu e o seu modo de fabricaçom só que fazê-lo seria ilegal e as multinacionais nom estám por donar a patente ao mundo por muitas vidas que haja em jogo se a pressom popular nom obriga aos governos a tomar medidas no assunto. O Tamiflu compom-se de ácido siquímico tirado da vaina da planta com a que se fai o anis escarchado, componhente tamém presente numha planta mui abundante em América: a do liquidambar. Com esta nova vaga Roche e Gilead Sciencies Inc ganharám novamente somas ingentes de quartos que se acrescentam as já tiradas em 2005 com a Contipaçom Aviar, um negócio redondo e com mui pouco risco de capital.
Porém, o governo da Índia deu luz verde à sintetizaçom do Oseltamivir (o Tamiflu genérico) e o seu custo é inferior à metade do original, por enquanto Argentina e Tailándia analisavam medidas similares. Pola sua banda, o governo mexicano advertiu que nengumha vacina é ainda eficaz e ofecereceu um milhom de pesos ao investigador que desenvolva um. Assi de singelo resulta enganar-nos se na televisom se nos repete umha e outra vez a mesma cantinela e um pergunta-se até onde é que se rirám de nós os membros da ditadura da burguesia mundial, conhecida como «democracia» no século dos eufemismos.
Taunbenberger (veja-se a nota rodapé nº6) comparou o vírus H1N1 da constipaçom tradicional com o vírus de 1918, o da Constipaçom espanhola, e descubriu que apenas mudavam 25 ou 30 aminoácidos dos 4.400 que componhem o vírus tradicional, com o qual som escassas as mudanças necessárias para fazer mortal o H1N1 da constipaçom tradicional e, daquela, resulta umha arma biológica barata e doada de produzir. A privatizaçom e mercantilizaçom do conhecimento fai que a ciência perda qualquer lanho de ética ou humanidade, pondo-se em exclusiva ao serviço do capital, esta é a grande vantage do modelo educativo usamericano que agora Europa incorporará de cheio com o Plano Bolonha.
2.3.- Outras mentiras e manipulaçons: a importáncia da linguage e dos média na propagaçom da psicose colectiva
Logo estám os média altifalantes da linguage corrupta do poder e os seus beneficiários. Varias organizaçons, como a Organizaçom Internacional da Saúde Animal, já indicárom que o vírus ainda nom foi isolado em animais e que, portanto, nom tem nengum sentido apor-lhe o adjectivo «porcina», reclamando que se lhe chamasse «norteamericana» como a de 1918 se lhe chamou espanhola. Mas, como para o chauvinismo ianque isto é inaceitável, optárom por recorrer a denominaçom, já inhantes explicada, Constipaçom A, a qual foi justificada pola OMS posto que cada vez era mais humana e menos animal, como reconhecia o seu porta-voz Dick Thomson.
Contodo, cumpre aclarar que a «gripe española» nom foi tal e que daquela recebeu esse nome porque a imprensa do Estado espanhol lhe prestara muita mais atençom que os outros países involucrados na Grande Guerra (1914-1919). Mais umha vez o vírus nascera, como já indicamos (na nota a rodapé nº6), nos EUA, quiçais nom fora por acaso que o figesse num contingente de soldados destinados ao frente europeu. A Constipaçom aviar ou asiática tamém recebeu umha denominaçom geográfica, mas esta nom semelha que seja conhecida por Constipaçom norteamericana, denominaçom em todo caso enganosa por serem Canadá, México e os EUA membros da América do Norte.
A psicose aumenta dia-a-dia e a matança de milheiros de porcos polo governo egípcio já provocou os primeiros distúrbios ameaçando-se de passo a já escassa segurança e soberania alimentar dos povos mediante a ruína de pequenos camponeses que vem como ora as suas aves, ora os seus marraos devem ser sacrificados, qual espécie será a seguinte em cair e como as grandes multinacionais alimentarias tirarám partido disto?
A Galiza toca-lhe a lotaria. O sector vacum ao bordo da quebra e sem perspectivas de poder fazer frente ao fim do sistema de quotas do leite e agora mui previsivelmente irám-se ao tacho as pequenas granjas de porcino, para ledícia de empresas – que nom cooperativas como alguns lhe chamam- como Coren. Ao mesmo tempo os estados endividarám-se um pouco mais pola psicose que pode colapsar o sistema sanitário e provocar um incremento espectacular da venda de fármacos que financiarám novas atrocidades do Império e os seus sequazes, quando Galiza abrirás os olhos?
Este modelo nom serve, independência e socialismo! Nós Sós!
[1] A fonte principal deste artigo é Fernando Velázquez (30-4-2009): «¿Manipulación? Muchas cosas sospechosas en esta crisis sanitaria». Fernando Velázquez é um venezolano que pertence ao colectivo de jornalistas Pueblos.
[2] Vicente Romano (2008), La intoxicación lingüística. El uso perverso de la lengua, p. 47 (disponível na Internet).
[3] Entom chamou-se-lhe Constipaçom porcina, nome que parece se trocou por Constipaçom A por pressons de numerosos organismos que se resistiam a que a epidémia recebe-se um nome que nada tinha a ver com a sua verdadeira orige, já que se transmite entre humanos e nom do porco ao home. Contodo, o mercado mundial do marrao viu-se seriamente afectado, sendo o Estado espanhol um dos mais afectados com a caída de 80% do volume de mercado, perante 40% do próprio México e 30% de Venezuela, segundo dados de Alberto Cudemos, presidente de Feporcina, organizaçom venezolana. Ainda vai ser que somos o estado mais facilmente alienável e manipulável, para quando a carauta e a queima da casa dos afectados coma na Idade Média?
[4] Ignácio Ramonet (2007), Fidel Castro. A miña vida. Conversas con Ignacio Ramonet, Xerais, Vigo, p. 229
[5] Op. cit. pp. 230-231. Entre 1979 e 1981 quatro pragas atacárom a ilha: a conjuntivite hemorrágica, o dengue, a rolha da canha do açucre e o mofo azul do tabaco.
[6] Em 2004 e 2005 aparecêrom, na revista Science entre outras, polémicos artigos em que se indicava a descoberta do genoma completo do vírus da gripe espanhola através de afectados que se exumárom – já sabemos para quê-. Entre eles figuram científicos como Jeffery K. Taunbenberger, Ann H. Reid, Raina M. Lourens, Ruixue Wang, Guozhong Jin e Thomas G. Fanning. Segundo o número 121 de La Aventura de la Historia indica-se que a «gripe española» matou a 40.000.000 milhons de pessoas no mundo, 300.000 no Estado espanhol, e que esta surdira em Kansas em Março de 1918 entre os soldados do exército norteamericano que aguardavam (por acaso?) a sua passagem a Europa para combater na Grande Guerra. A revista oferecia estes dados e reconhecendo que nos últimos tempos se desenterraram falecidos para reviver em laboratórios o vírus, supostamente para combater o vírus da gripe aviar e que umha equipa de investigadores londinenses exumárom ao aristócrata Sir Mark Sykes (falecido em 1919) posto que ao ser soterrado num cadaleito de chumbo podia conservar à perfeiçom o ADN do vírus e assi «desarrollar fármacos más eficaces frente una hipotética nueva pandemia». O número é o correspondente a Novembro de 2008.
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